8 Comments

  1. Zé Costa
    20 de julho de 2012 @ 13:59

    Se é assim nas federais imagina nas estaduais paulistas…

    Na Unicamp mesmo, estudantes acomodados cuja única preocupação é passar e competir entre si – a universidade vergonhosamente faz um ranking dos alunos de cada ano do curso de acordo com suas notas – e estão se lixando para a situação da instituição onde estudam.

    Quanto a greve das federais, provavelmente o pensamento daqui é o famoso “e eu com isso?”.

    Essa leva de estudantes alienados dos cursos de engenharia, direito e etc e fruto dessa mercantilização do ensino, com cursinhos e afins, e vestibulares que não abordam questões críticas, apenas macetes e decorebas…

  2. Marchioro
    21 de julho de 2012 @ 11:32

    Uma sociedade, assim como uma universidade, é formada por diversas partes complementares. Utilisar as palavras triste, pesado, burro, imediatista, individualista, para expressar a falta de integração com o movimento grevista é tão incoerente quanto ser contra o movimento. Querer que os engenheiros entrem no movimento é o mesmo que querer que os que participam do movimento construam as pontes, prédios, redes sociais, e muitos outros instrumentos, inclusive esse blog, utilisados pelos grevistas para expressar seu descontentamento. Cada macaco no seu galho.

  3. Marchioro
    22 de julho de 2012 @ 09:13

    Censura vs Greve

  4. Martins
    24 de julho de 2012 @ 05:40

    NÃO ENTENDI NADA Sr. Marchioro!!!:
    “Uma sociedade, assim como uma universidade, é formada por diversas partes complementares”… NÃO ENTENDI, uma coisa é o direito de uma pessoa ser contra a greve mas sem rebaixa-la ou omiti-la, outra coisa é você pensar que deturpar o sentido e o significado da greve e das pessoas que dela utilizam sejam COMPLEMENTARES (como se acrescentassem algo a favor da melhoria da educação)… “Utilisar as palavras triste, pesado, burro, imediatista, individualista, para expressar a falta de integração com o movimento grevista é tão incoerente quanto ser contra o movimento”… NÃO ENTENDI, o Felipe Addor (quem escreveu o texto) poderia até suavizar o texto com palavras mais moderadas, mas isso não apaga nem diminui do contexto a problemática da ignorância, do descaso e da omissão dos professores e dos alunos (das engenharias em especial) com relação não só à Greve, mas principalmente com relação ao exercício da Cidadania… “Querer que os engenheiros entrem no movimento é o mesmo que querer que os que participam do movimento construam as pontes, prédios, redes sociais, e muitos outros instrumentos, inclusive esse blog, utilisados pelos grevistas para expressar seu descontentamento. Cada macaco no seu galho.”…NÃO ENTENDI e essa é a pior de todas (terrível), como se formação profissional fosse a mesma coisa que lutar por pautas como a Educação, então segundo você eu poderia cursar uma faculdade de Cidadania?… Olha eu não tenho uma opinião formada sobre a greve, e muitas vezes me coloco contra ela, mas sei muito bem da importância dela para o desenvolvimento do país e também da não discussão dela dentro das Engenharias (pois curso uma).

  5. Ligia Mattos
    25 de julho de 2012 @ 01:37

    Sou aluna do Felipe Addor, exatamente dessa turma a que ele se refere. Acho triste a generalização feita sobre toda a engenharia a partir do discurso de alguns alunos. Não sou engajada na causa, mas tenho conhecimento do que ocorre. Esse comportamento é reflexo do perfil dos alunos, não vejo os futuros engenheiros como os mais interessados em política e debates, esse perfil se assemelha mais aos estudantes de humanas, ao meu ver.
    Desculpem-nos se o nosso departamento continuou funcionando normalmente e tivemos que continuar indo às aulas, se não somos engajados politicamente, se não comparecemos a debates sobre a greve, se estamos sim preocupados com a completa incógnita que será a nossa vida nos próximos meses.
    Se reclamam que grevistas são rotulados de preguiçosos, também podemos reclamar de sermos rotulados de alienados.

  6. Luiz Carlos R.Cruz
    27 de julho de 2012 @ 17:34

    Quanto mais próximo da exatidão mais distanciados da realidade – A.Enstein.
    Este é um dos males do ensino da Engenharia, que deveria contemplar mais a realidade contendo /reforçando a fislosofia nos seus cursos.Quando formados, teremos que interagir com demais profissionais.Greve é um instrumento do trabalhador , uma conquista conseguida pelos nossos antepassados, onde muitos perderam suas vidas por esta causa.A engenharia, os engenherios ,os seus estudantes e demais profissoões relacionada as ciencias exatas devem ser sensíveis a este estado de greve que é um alerta a sociedade – Precisamos ter professores bem remunerados, com plano de carreira, com universidades públicas gratuitas e de qualidade para que posamos pensar no Projeto de nação que contemple o coletivo social, e que nossos projetos atendam os anseios dos menos desprovidos.Saudo o texto do Professor Feleipe Addor .
    Abaixo um texto apropriado :
    Primeiro levaram os negros
    Mas não me importei com isso
    Eu não era negro
    Em seguida levaram alguns operários
    Mas não me importei com isso
    Eu também não era operário
    Depois prenderam os miseráveis
    Mas não me importei com isso
    Porque eu não sou miserável
    Depois agarraram uns desempregados
    Mas como tenho meu emprego
    Também não me importei
    Agora estão me levando
    Mas já é tarde.
    Como eu não me importei com ninguém
    Ninguém se importa comigo.

    Bertold Brecht (1898-1956)

  7. Felipe Addor
    29 de julho de 2012 @ 15:17

    Amigos,
    primeiro, queria agradecer os comentários, seja favoráveis, seja contrários a meu texto. O objetivo sempre foi exatamente fomentar o debate, a reflexão sobre a formação na engenharia.
    Escrevi o texto a pedido de uma amiga, que sabendo que eu era um dos poucos professores da engenharia em greve, me pediu uma “crônica” sobre a situação, sem uma preocupação em relatos sobre a greve. Usei como fato gerador o debate com os alunos, mas queria esclarecer algumas coisas.
    Primeiro, o objetivo do texto é criticar a postura dos professores. De forma alguma, eu queria colocar uma crítica aos alunos. Acredito que, nesse caso sim, os alunos são a grande vítima, pois são contaminados por uma cultura institucional que os leva a serem profissionais, na minha opinião, desconectados das necessidades reais da maioria da população brasileira.
    Segundo, queria dizer que o tal debate com os alunos foi extremamente rico e de grande qualidade. Aprendi muito. Extrai pequenos comentários que destacavam os aspectos ruins da cultura local, mas de forma alguma, como bem destacou minha aluna Ligia, seria correto generalizar essa posição a todos os alunos. Deixo aqui meu sentimento de grande carinho e admiração pelos alunos, pela sua curiosidade e vontade quando estimulados. Mas, infelizmente, são embebidos de uma formação que se vende puramente técnica mas que é prenha de orientações políticas. Essa percepção do viés político de sua formação (como quis destacar no eu texto) é escondida dos alunos, como podemos ver no própria comentário da Lígia: “Esse comportamento é reflexo do perfil dos alunos, não vejo os futuros engenheiros como os mais interessados em política e debates, esse perfil se assemelha mais aos estudantes de humanas, ao meu ver.” Talvez tivesse visão diferente se soubesse que os engenheiros, há algumas décadas, estavam entre as principais lideranças políticas das universidades, o que podemos simbolicamente exemplificar com o ex-estudante de engenharia Mario Prata, morto na ditadura e hoje homenageado com o nome do Diretório Central dos Estudantes da UFRJ.
    Queria pedir sinceras desculpas à Ligia e outros, para quem o texto tenha soado como uma crítica aos estudantes. E parabenizar a coragem e sensatez da Ligia de comentar o texto de um professor (sim, nas engenharias, em geral, os alunos temem seus professores). No calor da luta da greve, no meu caso empreendida no ambiente extremamente hostil das engenharias, posso ter acabado por dar essa interpretação. Além de inteligentes, os alunos têm grande sensibilidade, mas precisam ser colocados em contato com espaços de formação de cidadãos, que são cada dia mais escassos nos cursos de engenharia da UFRJ. Minha crítica é à maioria dos professores e à instituição (um exemplo: em pleno momento de luta para melhorar a proposta do governo, há professores da engenharia querendo começar segundo semestre, ignorando que o calendário da UFRJ já foi oficialmente adiado, as decisões de assembleias de alunos, de servidores, de professores, e até a aprovação da greve pelo Conselho Universitário; vejam que belo exemplo).
    Que siga o debate.
    Um abraço,
    Felipe Addor

  8. Se cultura é privilégio, ocupar é obrigação! | Canal Ibase
    1 de agosto de 2012 @ 20:44

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