3 Comments

  1. Adriana Tavares dos Santos
    22 de setembro de 2012 @ 16:20

    iBASE, que tipo de pesquisa foi feita para obter tais informções? Encontro-me indignada de fazer parte de um questionamento que nem se quer fui questionada na integra. Moro na comunidade da Barreira do Vasco e estou sendo chamada de “FAVELADA” a todo momento, por quê? Resido sim aqui, e me sinto vítima de preconceito, estou sendo discriminada abertamente, sendo chamada de analfabeta, e “FAVELADA”, termo que já caiu há alguns anos. Que tipos de pessoas fizeram essas pesquisas e
    escreveram essse parágrafos! Quem são vocês? Uma instituição criada para promover o preconceito ou para relacioná-lo?
    A maioria dos analfabetos existentes nas “COMUNIDADES” são imigrantes da regiao Nordeste, coisa que a muito é falada e nunca resolvida, pois o êxodo rural é o maior responsável pela existência das ditas por vocês “FAVELAS”. Muitas pessoas são formadas e tem um bom grau de estudo, só que devido a falta de moradia e condições de financiar uma casa em lugares melhores se instalam em comunidades para pelo menos terem onde morar! Se formos julgar por isso, o Brasil tem um dos maiores índices de analfabetismo do mundo, pois o que mais existe aqui é pessoas que só sabem ler e escrever, os chamados analfabetos funcionais, que importantes para o governo. Eles produzem mas não pensam, eles reclamam mas não agem, eles vivem mas não contribuem em nada para melhorar o nosso país, a não ser pelo consumo desordenado fazendo assim feliz os grandes empresários, que cada vez mais ricos investem para que essa situação continue. Antes de falarem, pesquisem melhor, façam uma coisa direto, pois somos seres humanos e não bichos como estamos sendo tra tados em sua pesquisa. ADRIANA TAVARES DOS SANTOS.

  2. Adriana Tavares dos Santos
    22 de setembro de 2012 @ 16:35

    Corrigindo, na linha 15 do segundo paragrafo faltou dois pontos e um travessão. E na linha 16 faltou o “são”. Também na linha 18 queria dizer felizes e não feliz, descupem-me mas no calor da emoção de ser tratado como lixo escrevi rápido demais para não perder o raciocínio! Adriana Tavares.

  3. Augusto
    24 de setembro de 2012 @ 20:35

    Olá Adriana,

    obrigada pelo seu interesse e participação no Canal Ibase.

    Gostaria de esclarecer que os dados que divulgamos no texto “Urbanizar favelas sem dividir a cidade” são do Censo 2010, produzido pelos pesquisadores do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

    O Ibase tem uma trajetória de 30 anos de atuação nos movimentos sociais em defesa da democracia e da cidadania. Uma das ideias que defende é que favela é cidade. Desta forma, ao contrário do senso comum, que entende que o termo favelado é pejorativo, defendemos o uso desta expressão por entendermos que ele afirma uma identidade de luta e resistência desses moradores, que, ao longo do tempo, se firmaram na cidade contra todos os interesses. Entendemos que chamar comunidade é uma suavização que contribui para aumentar o preconceito que existe em relação à favela.

    Esta discussão está na pauta do próprio movimento de favelas e estamos sempre abertos para dialogar com quem deseja trazer novas perspectivas para o debate.